CASAMENTO

logo_casamento Está a fim de casar? Organizar aquele festão,lista de casamento,lua de mel? Crie um site de casamento, ali você poderá controlar tudo o que vier a acontecer, poderá registrar das fotos aos detalhes até a total concretização do seu sonho.
Existem alguns sites como o “icasei” que além de facilitar o controle ajudam bastante o casal com o evento dos sonhos. Um deles pode estar aparecendo em uma das propagandas desta página.

A melhor maneira de viver? Uma posição social? Uma necessidade? Ajudaremos a entender por que até hoje o casamento é tão desejado pelas mulheres

casamento felizCasar já foi imprescindível (até a metade do século passado), impensável (para os hippies dos anos 60) e careta (nos anos 90). E hoje? Que espaço o casamento, seja de papel passado ou não, ocupa na vida das mulheres em tempos de liberdade de escolha? Dá para priorizar a carreira, bancar as contas com salário próprio, adiar a maternidade, experimentar novos tipos de relacionamento (por que não a três?), curtir os dias sem compromisso.
Por mais que existam inúmeras maneiras de tocar a vida, as mulheres ainda acreditam que construir uma história a dois é a melhor opção. Mesmo sabendo das dificuldades, seja por um casamento anterior, seja pela experiência dos pais, seja pela simples observação. Dividir a rotina, o mau humor, os perrengues da casa, a educação dos filhos, as diferenças, a pilha de roupa suja que insiste em crescer… Ninguém diz que é fácil.
Dados de uma pesquisa do IBGE divulgada no final de 2012 confirmam que o desejo de se juntar a alguém ainda existe – e muito. As uniões consensuais cresceram quase 10% na última década e os recasamentos também aumentaram. É provável que parte desse crescimento seja resultado da facilidade com que hoje se faz (e se desfaz) um contrato (de união estável), e, por isso, mais casais optam por oficializar seus relacionamentos. Mas há também a estatística dos divórcios – 47% dos casais se separam antes de completar dez anos de união; um em cada cinco não fica quatro anos junto.
Impossível negar que o estigma da solteirona não esteja ligado a parte das uniões (feitas e desfeitas), já que ainda hoje uma mulher com mais de 30 anos e sem marido é vista pela sociedade como… fracassada. Afinal, atualmente se casa por vontade ou necessidade? A conversa com quatro mulheres e especialistas para ajudar a entender o valor e o papel do matrimônio hoje.

“A brasileira ainda põe um peso muito grande no matrimônio porque não tem outros projetos” (Mary Del Priore, historiadora)

Para a psicóloga Giovana Perin, que, em sua tese de doutorado na Universidade de Brasília, estuda o impacto da independência financeira feminina nos casamentos contemporâneos, o conceito de união mudou nos últimos 50 anos tanto quanto a vida das mulheres – e ainda não há um novo padrão estabelecido. “Vejo essa mudança com um olhar positivo. As pessoas ficam juntas por afinidade e por projetos em comum, e não mais porque precisam ser sustentadas ou porque é bom para as famílias”, opina. De acordo com a historiadora Mary del Priore, o período é mesmo de transição, mas exige atenção. “A brasileira ainda põe um peso muito grande no matrimônio porque não tem outros projetos. Na Europa, as mulheres já dividiram sua fonte de felicidade entre o marido, um hobby, um grupo de estudos”, diz.
Mirian Goldenberg, antropóloga que estuda o comportamento feminino há 25 anos, também aponta que as mulheres brasileiras concentram seus esforços no casamento e, por isso, têm dificuldade em se sentir realizadas nos relacionamentos. “Elas ainda não sabem o que esperam de uma relação e por isso cobram demais dos homens. O que mais ouço são mulheres reclamando que gostariam que os parceiros fossem mais românticos, mais prestativos, sempre mais. Já dos homens, ouço que gostariam que as mulheres fossem menos estressadas, menos exigentes, sempre menos. É uma diferença muito significativa”, avisa.
Para a antropóloga, o caminho das relações mais saudáveis e duradouras depende do valor que a mulher credita a si mesma. “Só assim ela vai parar de procurar autoafirmação no casamento, no aval masculino, e perceber que ela é seu próprio capital. E que tem o poder de escolher se quer casar ou não para ser feliz”, avisa.

Barriga no fogão casamento duradouro

Lidia Aratangy, psicóloga de casais e autora de livros como O anel que tu me deste: o casamento no divã, acha que a inclusão do homem na vida doméstica hoje é fundamental para que o casamento seja vantajoso para a mulher (e, portanto, viável). Mas sublinha que não é só o homem que deve mudar sua atitude. “Como ninguém ajudou as mulheres a terem uma carreira fora de casa, elas pensam que eles também têm que batalhar para achar um espaço digno dentro de casa. O certo é que haja uma troca, cada um fazendo aquilo que mais gosta e tem competência.” Até porque a postura feminina de não permitir que o espaço doméstico seja “invadido” gera ainda mais estresse e acúmulo de tarefas, duas das questões femininas apontadas pelos psicólogos consultados. “Me pergunto se as mulheres de hoje são mais felizes do que suas avós por terem tantas opções. O poder de escolha traz mais angústia”, acredita Lidia.casamento eterno
Giovana Perin vê com otimismo esse ponto de ebulição. “Pela primeira vez na história, o casamento pode facilitar a vida das mulheres, no sentido de dividir as funções e permitir que elas escolham quais querem exercer. Mesmo não precisando, continuamos escolhendo ficar juntos. A diferença é que só vamos continuar casados enquanto for bom. Olha que maravilha.”

Um abraço e boa sorte.

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